Política

Você já fez as contas?

Se você tem um plano de saúde, sabe muito bem quanto isso lhe custa. Não é barato, e o atendimento nem é tão bom. Você pode ter que esperar meses até ser atendido, a menos que pague a consulta por fora. A maioria dos médicos conveniados faz isso porque acha que os planos de saúde pagam pouco pelo que fazem. E tem razão.

Mas, se você fosse deputado federal, teria o privilégio de, mesmo sem precisar de cuidados médicos, receber R$ 8 mil por mês para custeio das despesas com assistência médica. Até para cirurgias plásticas e tratamentos de beleza.

Por outro lado, se você não tem um plano de saúde e precisa pedir socorro para um parente que mora longe, terá que recorrer ao telefone. Se usar o celular, azar seu, pois aqui as ligações para celulares da Vivo custam oito vezes mais do que nos Estados Unidos ou quatro vezes mais do que na Argentina, nossa vizinha.

Mas, se você fosse deputado federal, receberia mensalmente uma verba de R$ 4 mil para usar o telefone. Será que você conseguiria gastar tanto?

Se você precisasse ir a Brasília de avião para voltar dois dias depois, repetindo esse trajeto todas as semanas, gastaria em vôos diretos, por mês, aproximadamente R$ 3.760,00 em passagens, usando as empresas mais caras. Vamos arredondar este valor para R$ 4.000,00 levando em conta as taxas de embarque e o peso extra que você pudesse transportar na bagagem.

Se você fosse um deputado federal, teria direito a R$ 9.000,00 no mesmo espaço de tempo para fazer a mesma coisa. Daria para levar uma amante com você, totalmente grátis!

Se você é um profissional super bem sucedido, já de meia idade, com cursos de especialização e mestrado, além de muitos anos de carreira, pode estar ganhando bem. E quanto seria isso? Talvez uns R$ 15.000,00 brutos? A mordida do leão doeria bastante, mas daria para levar uma vidinha razoável, não?

Ah, mas, se você fosse deputado federal, poderia ser palhaço e analfabeto, ou jogador de futebol aposentado, e ganhar R$ 26.723,13, mais uma verba de gabinete de R$ 60.000,00 todos os meses, com direito a três salários extras por ano. Detalhe: sem entender patavina dos assuntos que estão sendo tratados por lá, apenas comparecendo duas ou três vezes por semana ao seu local de trabalho (sic).

Quanto custa uma boa revista semanal? Quinze, vinte reais? Se você fosse deputado federal, poderia comprar 50 revistas das mais caras por mês com a verba de R$ 1.000,00 concedida pelo Governo para essa finalidade. E, para reforçar esse “magro” orçamento, teria direito a uma verba indenizatória de R$ 15.000,00, também por mês, fora o auxílio moradia, de R$ 3.000,00 e o ressarcimento de despesas para o exercício da sua função.

Resumindo: no final de cada ano, em valores de hoje, você teria recebido pelo menos um milhão e novecentos mil reais para rir da cara dos brasileiros que pagam impostos, desconheceria o SUS e as escolas públicas, não saberia quanto custa uma passagem de ônibus e seus fins de semana poderiam durar quatro dias.

Se você não é deputado

Se você não é desses que metem a mão em quase dois milhões de reais por ano, fora as propinas, negociatas, mamatas, mordomias, privilégios e coisas tais, junte-se ao movimento Revolução Brasileira no Facebook e participe. Mas, que seja de verdade, não como um revolucionário de sofá.

Você também pode se juntar a todos aqueles que defendem:

  • que os cargos eletivos são oportunidades de prestação de serviços e não uma carreira profissional;
  • que todo gestor público deve trabalhar com metas;
  • que é dever do Partido dar suporte ao candidato antes e durante todo o seu mandato;
  • que não deve haver reeleição consecutiva para nenhum cargo legislativo;
  • que a gestão eficiente resulta em melhores serviços e menos impostos;
  • que a prestação de contas ao Estado deve ser feita de forma transparente e acessível;
  • que os políticos de carreira devem ser urgentemente substituídos por gestores verdadeiramente eficientes e capazes, e que possam provar sua idoneidade antes de tomar posse;
  • que todo político tenha direito a no máximo o dobro do que recebia quando foi eleito e que custeie suas próprias despesas;
  • que o transporte dos ocupantes de cargos eletivos seja garantido com passagens e não com verbas adicionais;
  • que o Brasil, enfim, seja gerido como uma empresa da qual você é o principal cliente.

Os brasileiros que querem deixar um país melhor para seus filhos estão de movimentando. Precisamos de 500.000 assinaturas para justificar a criação do Novo, um partido sem políticos profissionais, mas cheio de profissionais competentes. Conheça o Novo e participe! Juntos podemos mais!

Tags

Artigos relacionados

Leia também

Close
Close
%d blogueiros gostam disto: