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Os webdisasters

É triste, mas é a realidade… A quantidade de gente ingênua, despreparada e atrevida que invadiu a internet é assombrosa! Até aí, tudo bem, essa gente está por aí, nas ruas, nas escolas, nas empresas e até nas igrejas, e fazem parte de nosso convívio, ainda que não as notemos. Mas agora, com a ajuda da tecnologia fácil, seu atrevimento é tanto que chega a ofender os que sabem o que são princípios morais e profissionais.

O assunto já foi pauta de várias postagens neste site e volta ao foco por se agravar cada vez mais, merecendo um alerta aos crédulos e inocentes que sonham em ter um site ou blog: Cuidado! As armadilhas estão aí, e podem ser camufladas pela cobertura de sites de aparência confiável.

sobrinhosEles estão no topo da onda; não estudam, não sabem escrever direito, usam o tradutor do Google para entender o que está escrito em Inglês nos sites onde buscam “conhecimento”, ficam conectados 24 horas por dia nos celulares inteligentes (e caríssimos) que ganham de seus pais e têm a vantagem de não precisar se mostrar pessoalmente aos que caem no conto dos perfis falsos e mentirosos divulgados pelos sites que se propõem a reunir contratantes e profissionais, especialmente no ramo da internet. Na verdade, poderiam ser facilmente identificados por alguém experiente, pois enquadram-se no perfil típico dos “aborrecentes” que não têm acompanhamento dos pais e ficam à vontade para fazer o que querem. Entretanto, encontram com facilidade seu público-alvo, os incautos e igualmente despreparados que buscam realizar seus sonhos de internet com ajuda de webdesigners baratos, na maioria outro bando de jovens imaturos que acredita ter nascido sob a estrela de Bill Gates (Microsoft), Steve Jobs (Apple), Jan Koum (WhatsApp) e Mark Zucherberg (Facebook) e sonham em ficar ricos com a ajuda de quem faz o que eles próprios não sabem fazer.

São esses que compõem a classe dos “webdisasters” (desastres da web), em destaque nesta postagem.

Como já dito inúmeras vezes, o site da Workana é um dos redutos preferidos dos webdisasters. Vejam, por exemplo, o anúncio do garoto que se apresenta como webdesigner e se mostra incapaz de resolver um problema que ele próprio criou:

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Além disso, é preciso tomar muito cuidado com os desonestos. Para ilustrar melhor, aqui vai uma outra imagem reproduzindo um anúncio do dia 17 de agosto de 2015:

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Erros de ambos os lados

Não há exceções, o responsável por um site é sempre seu proprietário (em alguns casos, o “próprio otário” que contratou um incompetente). Se o contratado não for um profissional bem preparado, o resultado tem 98% de chance de ser decepcionante, seja pelas falhas de estética, seja pela falta de segurança, pelos erros de Português não percebidos (lembrem-se: as “antas” não sabem escrevem direito; algumas, aliás, só falam besteiras) ou por qualquer outro motivo que não tenha sido especificado claramente por quem o contratou, já que o “sobrinho” não está nem um pouco preocupado com o cliente.

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Webdisaster “trabalhando”

Há montes de gente assim, que não dá a mínima para a qualidade. Infelizmente, isso me parece ser fruto de uma “educação mais relaxada”, adotada pelas últimas gerações que, para não cometer os “erros” de seus austeros pais, optaram pela tolerância, mimando suas crias, fazendo todas as suas vontades sem lhes ensinar o respeito pelo próximo. E confesso que, se antes eu acreditava que a própria vida se encarregaria de corrigi-los, hoje tenho que admitir que num mundo cada vez mais povoado de bestas a tendência é a uniformização pelo nível mais baixo.

Meu consolo é saber que não estarei aqui para ver isso.

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