Em destaquePolítica

O triste destino do Brasil

Eleições 2018

Daqui a menos de um ano o Brasil elegerá seu próximo Presidente. Mas, desde já, diante das opções de voto que se apresentam, os brasileiros demonstram total desinteresse pelo que pode vir a partir de 2019. Entre os políticos, sobram ganância e ousadia; entre os eleitores, o desapontamento pela falta de novidades. Não existem salvadores da Pátria e, se existissem, seriam sufocados pela pressão da quadrilha que tomou conta do país. Isto se não fossem ignorados pelo povinho brasileiro.

Não me orgulho de me referir aos meus compatriotas como “povinho”, mas não posso deixar de ser honesto comigo mesmo. O povo brasileiro é covarde e acomodado. Em outros países, como a Argentina, por exemplo, depois de 45% de seguidos aumentos do gás de cozinha o país já estaria enfrentando uma revolução. Aqui não, aqui todo mundo engole e quando reage o faz com reclamações inócuas nas redes sociais. O mesmo vale para a política.

De repente, um cara como esse tal de Dr. Rey (reydículo) encontra espaço na mídia para se dizer candidato à Presidência da República. E o povinho, que quer mostrar sua “indignação”, é capaz de ir às urnas e votar nele. “É meu voto de protesto”, dirão, com medo de admitir sua estupidez, e, elegendo-o, darão a todos os brasileiros quatro anos de inferno, entregando a um sujeito que ama o espelho a condução de um país de dimensões continentais. É apenas uma conjectura, mas não é impossível.

Essa figura é uma versão avacalhada de Narciso, ou seu descendente. Sua primeira ação decerto seria abolir o terno e a gravata e se permitir desfilar com camisetas transparentes e sem mangas, se possível com tanguinhas minúsculas. Em vez de um maquiador com salário de R$ 35 mil (como tinha a Dilma), talvez ele contratasse vários maquiadores e costureiros para cuidar de seu visual.

Paulo Silvino definiria bem esse cara…

 

 

 Velhas moscas rondando o bolo

Voltando ao cenário político – não menos ridículo –, praticamente não há novidades. As “estrelas” de sempre que ainda tiverem saúde voltarão a ocupar os picadeiros (chamados de palanques) com suas velhas máscaras para proferir seus velhos discursos carregados de mentiras recheadas de sarcasmo e ofensas contra seus adversários. Ainda não estaremos livres de suas propagandas nos horários gratuitos, produzidas em cenários irreais para mostrar um país que não existe, o Brasil das novelas, onde todos são felizes, embora não trabalhem.

Certamente veremos novamente alguns rostos já conhecidos e colecionadores de fiascos, e também Ciro Gomes (argh!), Marina Silva (argh!), Lula… (argh! argh! argh!), além dos estreantes nesse nível de contenda, como Geraldo “ai-de-mim,” Jair Bolsonaro e seu pelotão de fuzilamento, Álvaro Dias e João Dória Junior com seu bordão “acelera”. Ao lado deles, os figurantes Levy Fidelix e seu trem-bala, Eduardo Jorge e suas brincadeiras, Luciana Genro e seu ódio pelos coxinhas, Pastor Everaldo – quem sabe? – e todo seu despreparo…

Salve-se quem puder, é o fim do Brasil!

Ainda que admitamos que algum deles tenha real vontade de fazer alguma coisa para melhorar a imagem do país dentro e fora dele (o que não acredito), o Congresso Nacional (senadores e deputados corruptos ou incompetentes) e os Ministros dos Tribunais Superiores não permitirão a mudança de cenário, pois tudo está muito bem para eles assim.

O cenário político é composto por uma espécie diferenciada, com aparência semelhante à da raça humana, porém, com rabo. E praticamente todos que estão lá têm seu rabo preso. Os que não só falam quando não há plateia.

É uma pena que poucos assistam à TV Senado e à TV Câmara… As pessoas não participam sequer das reuniões de condomínio ou das associações de amigos de bairros. Quase ninguém tem interesse em saber o que fazem os vereadores de sua cidade. Mas sabem reclamar, ah, e como sabem!

Em quem votar?

Confesso que ainda não sei a quem dar meu voto. Ninguém é perfeito, tenho consciência disto, mas não pretendo deixar de votar ou anular meu voto. Escolherei o que me parecer menos ruim, e espero que haja surpresas nos próximos meses. Não me animo a seguir qualquer dos 35 partidos existentes, embora tenha simpatia (com reservas) pela proposta do partido Novo, no qual não existem políticos profissionais.  Não confio em nenhum outro partido ou em seus representantes.

Dizem que João Doria Junior seria uma boa opção, a julgar pelo que tem feito como prefeito da Capital paulista, porém, Geraldo Alckmin já reservou sua posição como candidato pelo PSDB, partido do Doria, portanto, o prefeito de São Paulo, em tese, não sairá como candidato, a menos que mude de partido. Se já estiver contaminado, certamente fará isso.

Das alternativas já confirmadas, restaria Álvaro Dias como opção aceitável. Esse senador, apesar de ter mudado de partido várias vezes ao longo de sua vida política – duas dessas mudanças nos últimos dois anos –, parece manter coerência em seus posicionamentos e em relação ao seu objetivo, o de tornar-se Presidente do Brasil. Hoje é filiado ao PODEMOS (ex-PTN – Partido Trabalhista Nacional).

Se verificarmos a história do PTN, veremos que esse partido participou de coligações a favor de Jânio Quadros (PTN, em 1960), Thereza Ruiz (1998, sem coligação), Dilma Rousseff (2010, coligação PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN) e Aécio Neves (2014, coligação PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB), o que denota uma preocupação maior com as possíveis recompensas que poderia conquistar caso seu candidato fosse eleito. Essa é a principal fraqueza dos políticos, a priorização de interesses particulares, independente dos resultados para o povo.  Todavia, não encontrei nada que pudesse denegrir a imagem do senador Álvaro Dias ou nivelá-lo aos políticos envolvidos nos conhecidos escândalos que têm sido mostrados pela mídia.

Os partidos nanicos

São assim chamados os partidos de aluguel, isto é, aqueles com pouca expressão eleitoral, usados por um partido mais forte com finalidade estratégica e que, em alguns casos, não visa à vitória nas urnas. Entre os os nanicos podem ser citados: Partido Ecológico Nacional (PEN), Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido Pátria Livre (PPL), Partido da República (PR), Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Partido Republicano Progressista (PRP), Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), Partido Trabalhista Cristão (PTC) e Solidariedade (SD). Esses partidos não escondem sua frustração com a mini-reforma política anunciada este ano, pois deixarão de ser beneficiados com algumas vantagens. Todavia, ajudam a engordar o fundo partidário, agora de 1,7 bilhão de reais. Via de regra, os nanicos não têm candidatos próprios ao cargo de Presidente, mas acabam ganhando alguma coisa em troca de seu apoio, como cargos bem remunerados e até dinheiro extra. Os políticos nunca perdem totalmente.

A verdade é que tudo não passa de um joguete.

Há saída?

Qualquer que seja o candidato eleito, este dependerá do apoio dos Congressistas, e é aí que a porca entorta o rabo.

Em 2018 o Brasil escolherá novo Presidente e também novos Governadores, Deputados Federais e Estaduais/Distritais e os substitutos para dois terços dos Senadores. Teremos dois turnos: a primeira votação ocorrerá no dia 7 de outubro e a segunda no dia 28 do mesmo mês.

Precisamos mudar totalmente o cenário político atual, ou seja, temos que substituir TODOS os deputados federais e 54 dos 81 senadores, escolhendo principalmente aqueles que se mostram dispostos a apoiar as ideias do candidato de nossa preferência à Presidência da República (se bem que suas palavras não valem nada). Mas, mais do que isso, temos que escolher bem. É preciso limpar o Congresso Nacional pensando no que desejamos para os quatro anos que se iniciarão em 1º de janeiro de 2019. Isso começa com a investigação dos 513 deputados atuais. Temos que conhecê-los, saber seus históricos parlamentares, o que propuseram, o que apoiaram e o que impediram para melhorar ou piorar nossas vidas.

Adendo (em 7 de dezembro de 2017)

Esta postagem foi publicada há uma semana, e desde então me preocupei em saber mais sobre o posicionamento de cada um dos possíveis candidatos estreantes que podem vir a disputar a Presidência da República.

A meu ver, a mídia conduz a massa mostrando o que o povo gosta de ver, especialmente a classe menos esclarecida, pouco dada à leitura e mais interessada em tomar conta de vidas alheias através de reality shows e deslumbrada com novelas fantasiosas e com as vitórias de seus times. Lamentavelmente, a maior parte dos brasileiros não se ocupa com o que a afeta diretamente, as ações e decisões dos políticos; nem tampouco se prende às opiniões de pensadores, historiadores e filósofos cujas manifestações parecem discursos alienígenas para os que mal compreendem a Língua Pátria.

Em consequência dessa alienação, as pessoas se restringem às manchetes sensacionalistas e acreditam no que a mídia quer que acreditem. E, às vezes, isto chega a contaminar até os que se sentem imunes. Chamo a atenção para o trecho deste artigo que cita, de maneira até jocosa, alguns candidatos. Ali, Jair Bolsonaro foi colocado como um extremista, associado a um “pelotão de fuzilamento”. É assim que ele nos é mostrado. Entretanto, buscando informações sobre seu enfoque político, encontrei um vídeo com o depoimento de Ricardo Schweiter, um especialista em investimentos. Vale a pena assisti-lo, especialmente a partir do 10º minuto, para conhecer melhor os pensamentos desse candidato.

Não venda seu voto

Não devemos vender nossos votos por preço algum. É nosso direito exigir que os políticos nos representem e ajam de acordo com a nossa realidade, sem legislar em causa própria. Devemos mostrar que não aceitamos mais o foro privilegiado dos 55 mil protegidos que ocupam as diversas esferas do governo, e tampouco seus benefícios adicionais e vitalícios. Temos que estancar a sangria, a distribuição de cartões corporativos, a realização de banquetes e cafés da manhã típicos de marajás, os gastos com compra de apoio, as garantias de boa vida a ex-presidentes. Se lutarmos por isso não haverá mais déficit no orçamento, não será mais necessário o constante sacrifício da classe trabalhadora com o costumeiro aumento de impostos e dos preços do petróleo e de seus derivados.

Todo o dinheiro gasto com os políticos poderia ser aplicado naquilo que mais precisamos. Nenhum político faria falta. Lembre-se: políticos não pensam duas vezes para mudar de opinião, não são confiáveis.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Close
Close
%d blogueiros gostam disto: