PolíticaSanta Isabel

Hora de levantar da cadeira

Em seu “Olho do olho” (vídeo) do último sábado, no Facebook, Fábia Porto, prefeita eleita de Santa Isabel para o quadriênio 2017~2020, deixou um recado muito claro a todos que vivem nesta cidade: faz parte de seus planos a criação de uma nova diretoria para tratar das relações comunitárias, isto é, para atuar como elo de ligação entre a população e a administração municipal. A primeira reação de algumas pessoas pode ser a crítica impensada, alegando que “em tempos de crise” não se deve pensar em aumentar as despesas com uma nova diretoria. Entretanto, posso falar com propriedade sobre este assunto porque vivenciei as dificuldades das associações de amigos de bairros durante muitos anos e testemunhei os efeitos de medida semelhante quando o então prefeito Emanuel Fernandes, de São José dos Campos, decidiu criar, em sua primeira gestão, o Departamento de Relações Comunitárias.

Ocorre que boa parte das pessoas acostuma-se a viver numa zona de conforto, esperando que os políticos resolvam todos os seus problemas. Afinal, é mais fácil depositar em ombros alheios essa responsabilidade do que se submeter ao sacrifício de estar atento ao que se passa em sua rua, em seu bairro e nas regiões por onde circulamos diariamente, ou que acompanhar as sessões da Câmara Municipal e cobrar dos vereadores que proponham e defendam o que é de interesse e conveniência da população, lembrando que as propostas devem ter como foco o benefício da coletividade, e não o nosso próprio exclusivamente.

É preciso abandonar o individualismo e acordar para o lógico: uma andorinha não faz verão. A união faz a força. Devemos pensar e agir como os mosqueteiros: um por todos e todos por um! Porém, cientes dos limites.

olho-no-olhoFábia disse: “Eu não tenho uma varinha mágica para solucionar todos os problemas num primeiro momento, mas tenho a humildade de pedir ajuda de especialistas (…) e de pedir ajuda da população (…), para que nós, juntos, possamos, com técnica, transparência e honestidade, fazer com que nossa cidade avance.” Ela adiantou também que “uma novidade que nós teremos na nossa administração, que é uma administração mais próxima da população, é a diretoria de ações comunitárias (…) e aí entra a população.

Nada mais justo. É necessário que a população se organize, se una e participe das ações e decisões que dizem respeito ou que afetem a ela própria. E mais: muitas coisas podem ser realizadas com o apoio, mas, sem a “ajuda” da prefeitura, com iniciativas da comunidade. Para tanto, é preciso que haja representatividade, pois sabemos que os vereadores, que são apenas quinze, não alcançam a cidade toda e têm o vício – que esperamos que acabe – de serem assistencialistas, o que beneficia poucas pessoas.

Então, minha gente, é hora de levantar da cadeira. Quem quiser uma cidade melhor terá que ajudar a construí-la. As comunidades têm 40 dias para se preparar; e devem fazer isso dando início a reuniões, convites, trocas de ideias, preparando listas de sugestões, escolhendo seus representantes e, acima de tudo, participando da vida da cidade. Por enquanto, levando em conta os nomes dos bairros como os conhecemos, até que alguma ação seja feita – esta sim, pela prefeitura – para desmembrar oficialmente os 18 grandes bairros oficialmente considerados. E aí, então, poderemos começar o planejamento para a criação de identidades próprias e atribuição de Códigos de Endereçamento Postal por rua, o que permitirá, seguramente, outros benefícios.

A propósito, se alguém precisar de ajuda para saber como criar uma associação de amigos de bairro, estarei à disposição.

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