CidadesSanta Isabel

Como decidi meu voto

Introdução

Lembro-me que, quando eu era ainda bem jovem, os adultos debatiam a política em família e, assim, praticamente todos, em vista dos argumentos mais fortes, acabavam chegando a um consenso em torno de um único candidato. Refiro-me às eleições para prefeito, governador e Presidente da República.

family-meetingFaziam isso sem brigas, sem ofensas, respeitando as opiniões divergentes e dispondo-se a analisá-las. Isso não significa que o Brasil era melhor naquela época ou que os candidatos fossem mais dignos que os de hoje, mas, o comportamento das pessoas era, a meu ver, mais sério e responsável, e os valores morais, sem dúvida, eram mais nobres.

O cenário era outro, vivíamos na Capital, onde é mais difícil a aproximação entre o povo e os candidatos aos cargos mais importantes.

A partir de minha transferência para São José dos Campos, em 1974, comecei a me envolver com movimentos comunitários e pude conhecê-los com alguma profundidade. Isso tornou-se comum, e desde aquela época tenho sido ativo politicamente, sem nenhuma pretensão, exceto a de contribuir para melhorar o lugar onde vivo. Já morei em outras cidades do interior, evidentemente muito menores que São Paulo. Nessas cidades, assim como acontece em Santa Isabel, não existe distância que nos impeça de nos aproximar do prefeito e dos vereadores.

Desde minha mudança para cá, em 2003, passei alguns períodos relativamente longos em outras cidades, como Bragança Paulista e Pirajuí, por exemplo, muito contrastantes. Bragança Paulista tem o triplo da população de Santa Isabel e Pirajuí, menos da metade. Nesse período, procurei me manter informado sobre tudo que acontecia nesta cidade e acompanhei os fatos políticos à medida do possível, através dos meios de comunicação e notícias levadas pelos amigos e conhecidos.

Este ano (2016) decidi transferir meu título de eleitor para Santa Isabel porque queria, dentro das minhas limitações, fazer alguma coisa por esta cidade. Acredito que todos possamos, desde que tenhamos vontade e espírito de união (o que não é muito comum, mas não perco a esperança).

debate_virtualTenho que registrar meu desapontamento com a pequenez das pessoas que trocaram ofensas desnecessárias pelo Facebook, especialmente no grupo “União por Santa Isabel – o verdadeiro“, e lamento pela falta de intervenção de seu administrador, Dr. Claudio Gomes, a quem conheço e respeito profundamente, o qual, suponho, não tem tempo para cuidar de manifestações tão insignificantes.

Apresentação dos candidatos

Para esta eleição temos apenas dois candidatos ao cargo de prefeito: Hélio Buscarioli e Fábia Porto. Assim como muitos isabelenses, preferiria ter mais opções para poder fazer minha escolha com base numa análise mais ampla. Porém, esta é a nossa realidade.

A anulação do voto ou o voto em branco não mudará o resultado final, por isso, para decidir meu voto, avaliei os dados que estavam disponíveis, partindo do princípio que os dois candidatos são pessoas idôneas e merecedoras do nosso respeito.

Avaliação dos perfis

helio_buscarioliHélio Buscarioli

Natural de Balbinos (SP), se eleito, assumirá o cargo de prefeito pela 3ª vez em janeiro de 2017, mês em que completará 79 anos. Tem o ensino fundamental incompleto. Embora seja visto como empresário de sucesso, há rumores de que ele teria sido “aposentado” pelo(s) filho(s) há 24 anos, recebendo desde então uma gorda remuneração mensal.

Se isso for verdade – e não duvido que seja –, o crescimento de seu patrimônio deve-se ao administrador – provavelmente seu filho – que ocupou seu lugar na empresa fundada em 1964, quando Hélio Buscarioli tinha somente 26 anos.

A avaliação feita aqui não tem foco na conduta pessoal do candidato, descrito por alguns como um ser humano humilde e simpático, e, talvez, até generoso. Seus atos particulares, entretanto, não devem ser julgados e independem totalmente de seu preparo para o cargo.

Hélio Buscarioli foi prefeito de Santa Isabel por duas vezes, sendo eleito pela primeira vez como grande esperança de renovação, com real capacidade de administrar o município  como, supostamente, teria feito com sua empresa. Votei nele. No entanto, uma de suas primeiras atitudes foi o afastamento de seu vice, Ademar Barbosa, tido como o grande responsável por sua vitória, o que me pareceu uma grande traição.

frustracaoPrimeira frustração

Em vez de escolher gente capaz desta cidade, Hélio Buscarioli trouxe de outras cidades pessoas que nos eram desconhecidas e que não conheciam a cidade, nomeando-as para secretarias importantes.

Antonio Ribeiro Guimarães, ex-Secretário da Administração – e, segundo dizem, seu cunhado –, foi levado pela Polícia, com outros 3 secretários (Francisco Carlos Buosi, Donato Guerreiro Matarazzo e Orlando Santana), sob acusação de desviar verbas públicas. O processo foi arquivado, mas, deixou marcas e desconfiança. Na época, Hélio Buscarioli declarou numa entrevista que “as acusações ainda estão sendo averiguadas e nada foi provado por enquanto“.

O ex-prefeito afirmou naquela ocasião que não tinha medo de ser afastado e nem tinha conhecimento dos atos praticados pelos seus secretários (Fonte: http://glo.bo/2cTECMG). Buscarioli afirmou também: “Se eu perder a eleição vou para a vida normal. Não preciso da Prefeitura.”

frustracaoSegunda frustração

Deixando de lado as más escolhas do ex-prefeito, alguns episódios que vivenciei causaram-me grande decepção, como, por exemplo, sua submissão às vontades de seus subordinados.

Certa vez, em seu gabinete, assisti a uma cena que me chocou sobremaneira. O advogado Luciano Peres interrompeu nossa reunião abruptamente e, colocando com certa rispidez um documento sobre a mesa, exigiu que o sr. Hélio assinasse uma autorização para contratar outra advogada. Ao ouvir a resposta do sr. Hélio, alegando que seria necessário averiguar a possibilidade e a legalidade de fazê-lo, o Dr. Luciano insistiu, dizendo que era “para hoje“. O prefeito, então, debruçou-se sobre a folha de papel e a assinou sem mais questionamentos.

Comentei, naquele momento, com o sr. Hélio, que ele merecia mais respeito não apenas por sua posição política, mas, também como ser humano e idoso. Em seu lugar, minha atitude  seria bem diferente. O assunto, porém, não teve continuidade, acabou no silêncio.

frustracaoTerceira frustração

Em seu segundo mandato, seu auxiliar Éden Pontes garantiu uma posição importante na prefeitura, como Secretário de Gabinete. Não se sabe ao certo se por aparente gratidão – pois era ele quem conduzia o ex-prefeito numa cadeira de rodas após uma cirurgia que aquele sofrera no pé – ou se por chantagem, como afirmam alguns. Mas, como é sabido por todos, Éden Pontes tomou conta da prefeitura e de outras coisas, negociando benefícios para si próprio.

frustracaoQuarta frustração

Certa vez, apresentei ao então prefeito, num CD, uma dúzia de sugestões que poderiam se transformar em projetos para a cidade, algumas delas voltadas para o turismo e entretenimento. Acredito que o CD jamais tenha sido examinado, pois, um mês mais tarde, quando perguntei a ele se avaliara as sugestões, Hélio Buscarioli recomendou que eu procurasse a Secretária de Promoção Social, a Laurinha.

Percebi que um de nós estava completamente perdido. E não era eu.

Meus motivos para não votar em Hélio Buscarioli

  • A meu ver, a “bondade” do candidato é explorada por aqueles que o cercam, geralmente mal escolhidos. Em sua seleção, prevalecem o favorecimento pessoal e sentimento de gratidão ou de dívida para com os políticos que o apoiaram. As consequências disto são terríveis para a cidade.
  • Se eleito, ele estará com 83 anos no último ano de sua gestão. Por mais saudável que seja, não tenho dúvidas de que farão com ele o que dizem que fizeram seus próprios filhos: colocá-lo-ão de lado, permitindo que apareça como prefeito, mas sem agir como tal. Aliás, há rumores que indicam que ele se afastará no primeiro ano, cedendo lugar ao vice Evaldo, e que sua candidatura teria sido construída exatamente com essa finalidade, visto que o próprio Evaldo não teria cacife, nem popularidade suficientes para encarar a disputa sozinho.
  • Segundo afirmam algumas pessoas que convivem ou conviveram com ele, há dois anos, consultado sobre seu possível retorno à política, ele teria dito que não tinha o menor interesse em fazê-lo.
  • Hélio Buscarioli, enquanto prefeito, mandou interromper o tráfego de veículos na rua Alcino Acácio de Camargo, durante várias semanas, quando reformava o antigo galpão da Paramount, por ele adquirido para instalação da filial de sua empresa, causando transtorno aos moradores do bairro Lanifício. Seu cargo não lhe dava esse direito. E acredito que uma de suas prioridades como prefeito – se não for este seu único intuito – é conseguir a liberação de seus imóveis naquele local, beneficiando-se diretamente, e a seus sucessores.
  • Em recente entrevista concedida ao Jornal O Ouvidor, Hélio Buscarioli valeu-se de um script para responder as perguntas, demonstrando sua dificuldade com a leitura. Isso me faz crer que ele não consegue interpretar um texto técnico como os que compõem os documentos que ele precisa assinar, tornando-o, portanto, dependente de seus assessores ou secretários, o que nos expõe a riscos conhecidos. Isto não o diminui como ser humano, mas o desqualifica para o cargo.
  • Esse temor se reforça com a recusa de participar de debates com sua oponente, demonstrando sua incapacidade para o debate aberto.

Riscos iminentes

Candidatos à Câmara Municipal que o apoiam disseram-me que Hélio Buscarioli reconhece que errou quando assumiu a prefeitura e por isso não erraria de novo.

Bem, ele errou em sua primeira gestão (fato que ele próprio reconhece) e errou novamente quando foi reeleito. Cometeu o mesmo erro, diga-se de passagem, não sabendo escolher as pessoas que o cercavam, e certamente erraria pela terceira vez se tivesse a chance, pois, no que se refere aos que os cercam, trocou seis por meia dúzia, e continuará procurando recompensar quem não merece.

Se fôssemos parentes ou amigos próximos, eu recomendaria, com todo carinho e sinceridade, que ele aproveitasse a vida que lhe resta e toda a fortuna que conseguiu amealhar. Que as usasse para se divertir, rodar o mundo, desfrutar seu sossego fazendo o que mais lhe agrada. Afinal, ele pode, e – conforme alegou – não precisa da Prefeitura! Portanto, não tem o compromisso de fazer agora o que não fez durante todos os anos que passou em Santa Isabel. E ninguém lhe cobraria isso. Sua condição pessoal lhe dá direito a esses privilégios.

fabia_portoFábia Porto

Natural de Santa Isabel (SP), tem formação superior em Jornalismo e em Gestão de Cidades; é professora e empresária, foi funcionária da prefeitura municipal por muitos anos e ainda é jovem, o que, na minha opinião, conta a seu favor. Ainda que seu conhecimento de administradora pública seja apenas teórico, há que se considerar sua disposição física e mental para encarar os desafios que enfrentará. Acredito que, por insistir nessa disputa, Fábia tenha pretensões políticas mais elevadas para o futuro e por isso procurará acertar, pois, ao contrário de seu oponente, ela precisa da prefeitura e dos votos para içá-la a patamares mais altos.

Argumentos apresentados para desencorajar seus eleitores

Os principais argumentos apresentados (pelos defensores de seu oponente) e que poderiam, talvez, influenciar os eleitores da candidata e fazê-los desistir dessa intenção são:

  1. O fato de ser filha de Clóvis Porto, ex-vereador e ex-vice-prefeito, criticado por parte do eleitorado;
  2. O risco de o governo municipal vir a ser manipulado pela Igreja Universal, da qual o Ministro Marcos Pereira, também presidente do Partido Republicano Brasileiro, é membro;
  3. A alegação de que como empresária (proprietária da Escola Porto Rossetti) Fábia não demonstrou capacidade administrativa;
  4. Sua falta de experiência política;
  5. Considerada jovem demais para o cargo.

Na minha opinião, tais argumentos são frágeis e podem ser derrubados com facilidade:

1. O fato de ser filha de Clóvis Porto

Sou pai de duas moças. Cada uma delas tem sua própria personalidade e seguiu seu caminho; são diferentes entre si e de seus pais. Da mesma forma, a despeito das semelhanças físicas, meu pai e eu não concordávamos em tudo e cada um de nós teve sua própria história. Cada pessoa é única, a menos que não tenha formado sua personalidade. Nossas escolhas não são conduzidas por nossos pais como acontecia na Idade Média. Há dezenas de exemplos, até bem próximos, de famílias aparentemente perfeitas com histórias deprimentes de seus descendentes, envolvendo vícios graves e crimes. De outro lado, há exemplos de famílias com históricos lamentáveis cujos rebentos se tornaram pessoas admiráveis.

Independente de quem seja Clóvis Porto e das opiniões sobre ele, não será ele que estará à frente da administração do município, mas, sua filha, dona de uma grande aspiração política. Fábia não se candidatou à vereança, mas, à prefeitura. Poderá, daqui a quatro anos, tentar a reeleição, uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado ou na Câmara dos Deputados, em Brasília; pode até desejar ser a segunda mulher a ocupar a Presidência da República. Pelo menos idade para isso ela tem. Logo, é de se crer que não terá dificuldade para terminar seu primeiro mandato, ainda com 45 anos.

2. Manipulação da Igreja Universal

brum11Antes de mais nada é preciso enxergar a política como ela é praticada no Brasil. São mais de 30 partidos e entre eles muitos são chamados de nanicos, têm pouca representatividade. Pode-se afirmar sem medo de errar que 99% de seus filiados não estão preocupados com o que dizem os estatutos ou programas partidários. A grande maioria pensa em si e traça seus próprios planos, sem nenhum constrangimento de trocar de partido a qualquer tempo. A escolha do partido é circunstancial, momentânea.

“A Fábia era PT nas eleições passadas”, afirmam alguns. Ok, e Hélio Buscarioli era PSDB. Ambos decidiram mudar de partido. E daí? Os candidatos continuam sendo os mesmos, não mudaram suas posições, seus ideais ou sua crença religiosa. Fábia se diz católica. Mas, que diferença isso faz? Se o padre Gabriel Bina apoiar Hélio Buscarioli e este for eleito, o governo será conduzido pela Igreja Católica? Claro que não!

Nesta campanha, os petistas abandonaram a cor vermelha e a conhecida estrela do PT, pois sabem que não terão chance alguma se ainda as defenderem. Depois de tantos escândalos? Jamais! Levando-se em conta que os seguidores desse partido são seus ferrenhos defensores, concluímos que a omissão de seus principais símbolos foi adotada por conveniência meramente pessoal, o que reforça minha tese de egocentrismo.

Aqui em Santa Isabel, se o outro candidato conta com o apoio de alguns deputados, Fábia Porto conta com o apoio de um Ministro e de outros deputados, incluindo um Secretário Estadual. Apoio ambos têm, isso faz parte de uma campanha.

3. Falta de capacidade para administrar

Centenas de milhares de empresas fecharam suas portas nos últimos dois anos graças à crise econômica em que nos afundamos. Houve mais de um caso de suicídio de empresários que se viram sem saída quando perceberam que não tinham mais condições de pagar suas contas.

Aqui mesmo, em Santa Isabel, há dezenas, talvez centenas de empresários que estão devendo para os bancos, que penhoraram seus bens ou passaram seus pontos porque não estavam aguentando pagar suas contas. Todos devem ser vistos como incapazes?!

A carga tributária brasileira massacra os empresários. Os impostos e direitos trabalhistas são cruéis; o governo é um sócio inoperante que apenas suga uma boa parte do faturamento das empresas sem nada lhes dar em troca. Quem ainda sobrevive a tudo isso não pode ser visto como incapaz. Ao contrário, deve ser considerado heroi, sobrevivente que continua lutando para que seus negócios deem certo e possam gerar mais empregos. Nenhum empresário investe em seus sonhos para acabar como um fracassado.

Os brasileiros investem mais em futilidades do que em educação; preocupam-se mais com seus carros do que com o futuro de seus filhos, poucos se sacrificam por eles, mas, fazem questão de impressionar seus amigos. Entre pagar a prestação de um financiamento ou a mensalidade de uma escola particular, muitos optam pela prestação do supérfluo e jogam os filhos em escolas públicas.

Em suma, se a Escola Porto Rossetti mantém suas portas abertas e continua buscando parcerias que lhe tragam novos diferenciais, isso é uma demonstração de capacidade e boa iniciativa, não o contrário.

4. Inexperiência política

Fábia Porto nunca foi vereadora. Bem, na minha opinião, sorte dela! Por acaso Hélio Buscarioli passou pela Câmara Municipal? Não. Então, até aí empataram. E, como afirmou sabiamente Nicolas Chamfort, “o homem chega inexperiente a cada idade da vida“.

Fábia foi funcionária da prefeitura por vários anos, ocupou a Secretaria de Educação, onde, até onde sabemos, fez um excelente trabalho. Foi demitida por discordar da política.

Admiro quem tem a coragem de se manifestar contra o que está errado. Me identifico com pessoas assim. Aliás, discordei da administração municipal no início da primeira gestão de Hélio Buscarioli, e fui ameaçado por seu Secretário de Governo, um tal Sérgio, que espalhou por aí que moveria um processo contra mim. Certamente descobriu que sua ação poderia comprometê-lo ou complicá-lo. Afinal, não havia motivos que amparassem um processo; ele simplesmente ficou magoado com o que ouviu e, julgando-se “importante”, pensou que poderia criar um caso.

Fábia tem curso superior em Jornalismo e formação em Gestão de Cidades. Tem conhecimento da teoria, pelo menos, além de conhecer a prefeitura, o que diminui seu risco de errar. Durante sua campanha, tem afirmado que vai nomear secretários capacitados, com especialização em suas respectivas áreas de atuação, sem favorecimentos, sem pagamento de dívidas de gratidão, sem se dobrar a pressões de seu partido ou de qualquer igreja. E não terá dificuldade para interpretar o teor dos documentos que precisará assinar.

5. O fato de ser jovem

dom_pedro2

Não vejo a juventude de Fábia Porto como um fator que a desabone. Ao contrário, isso a aproxima mais da tecnologia moderna e a faz conhecer de perto as aspirações dos mais jovens, o que facilita seu discernimento para tomadas de decisão que preparem a cidade para as gerações que cuidarão dela no futuro. Ela sabe usar os recursos tecnológicos e saberá como aplicá-los em benefício de todos.

Consultas informais

cartuchoÉ natural que nesta época procuremos saber como pensam as pessoas ao nosso redor e quais suas intenções de votos. Pois bem, tenho feito isso desde o pré-lançamento da campanha política, quando, inclusive, tínhamos outras possíveis opções na disputa. Mas, são considerados aqui somente os dois candidatos oficiais.

Foram feitas, basicamente, duas perguntas: 1) Em quem você pretende votar para prefeito(a)?, e 2) Por quê?

Os que se manifestaram favoráveis ao retorno de Hélio Buscarioli já foram, estão sendo ou esperam ser beneficiados diretamente por ele; os que pretendem votar em Fábia Porto dizem que acreditam que ela realmente fará o que os últimos prefeitos não fizeram e  que conseguirá melhorar a cidade.

Não foram discutidas as propostas dos candidatos, até porque são muito parecidas em muitos aspectos. Em todo caso, mantenho-as comigo para poder cobrar seu cumprimento de quem for eleito.

Conclusão

Em vista do exposto, Fábia Porto tem minha preferência. Pode até ser uma escolha arriscada, mas é a melhor entre as opções que temos, não tenho a menor dúvida.

  • Sou avesso à aprovação de uma lei que devolve os investimentos feitos pelas empresas que vierem a se instalar em nossa cidade;
  • Sou contra a instalação de uma empresa que exige o trânsito de veículos pesados e o funcionamento de máquinas barulhentas numa área extritamente residencial e que trará de outras cidades seus empregados, uma vez que não há trabalhadores preparados para isso em Santa Isabel.
  • Sou a favor da utilização do antigo galpão da Paramount para outras atividades, talvez comerciais, como um mini-shopping bem montado, com cinemas e teatro, ou um grande ginásio esportivo, uma escola-modelo, escritórios, enfim, são grandes e variadas as carências do município e todas as atividades podem gerar novos empregos, favorecendo muitos, e não apenas uma família.
  • É verdade que não devemos acreditar em tudo que dizem, a despeito do lado que vem a informação. Entretanto, há mais indícios negativos do que positivos no que se refere à conduta dos que fazem a campanha do sr. Hélio. Ainda que houvesse alguém com capacidade e ousadia para montar um áudio como o que foi atribuído a um assessor do deputado André do Prado, o recolhimento do jornal que publicou uma pesquisa supostamente imparcial compromete qualquer alegação de falsidade relativa ao áudio, uma vez que a vantagem atribuída àquele candidato, bem como as medidas tomadas após a divulgação da referida mídia correspondem exatamente às orientações nela citadas, apesar do desmentido.
  • Reforço meu pesar pelo nível a que foi rebaixada a disputa, especialmente por algumas pessoas que apostam na vitória de Hélio Buscarioli. Tal comportamento, porém, não nos era desconhecido e já havia sido mostrado em sua primeira candidatura. É uma pena que essas pessoas não tenham evoluído, apesar do tempo.

Sobre promessas em relação ao turismo

cidadeFalar sobre turismo sem considerar a preparação básica dos munícipes, especialmente dos empresários locais, a regulamentação dos estabelecimentos de temporada, a instalação de pelo menos um hotel, a solução dos problemas de trânsito e estacionamento, a sinalização de trânsito, a operacionalidade dos portais, a canalização do ribeirão Araraquara, entre outras tantas providências, é jogar palavras ao vento; em nada muda nosso futuro.

Independente de quem vença a eleição, meu posicionamento pessoal será o mesmo. Manterei e tentarei fortalecer o projeto S.O.S. Santa Isabel, continuarei estimulando a criação e o apoio às associações comunitárias; procurarei reunir a população para que, juntos, tenhamos representatividade perante a prefeitura e a Câmara Municipal, e fiscalizarei a atuação de cada político cobrando de todos eles as promessas que têm feito. Lutarei pelo bem comum. Não quero tirar nada de ninguém e nada tenho a oferecer a alguém em particular. Meu voto para vereador será dado a quem tem propostas viáveis e sabe como cumpri-las.

Repito: não tenho nada contra a pessoa de Hélio Buscarioli e acho até válido aproveitar sua experiência como conselheiro ou fiscalizador da prefeitura e da Câmara Municipal. Sua contribuição como tal seria muito mais proveitosa, não o comprometeria diretamente e permitiria que ele usufruísse a merecida paz de sua aposentadoria.

Nos arriscamos muitas vezes, em algumas com sucesso, em outras com fracasso. Mas, é melhor arriscar no novo do que cometer o mesmo erro mais de uma vez. Defendo fortemente que a reeleição só seja aceita uma única vez para qualquer cargo político.

Artigos relacionados

Leia também

Close
Close
%d blogueiros gostam disto: