Capitão devolve revista

0
233

revista_devolvida


O Capitão de Fragata reformado Dario Giordano devolveu seu exemplar da revista Nomar de julho de 2011 à Marinha por considerar imprópria a foto da capa, na qual a presidenta Dilma Roussef e a Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos aparecem cumprimentando o Comandante da Marinha.

A devolução da revista foi feita através dos Correios em correspondência registrada, conforme protocolo RQ045988235BR, em 15/12/2011, às 17:04horas, acompanhada da seguinte carta:

Ao: Exmo. Sr. Contra-Almirante Paulo Mauricio Farias Alves
Diretor do CCSM – Centro de Comunicações Social da Marinha
Brasília DF – Esplanada dos Ministérios BL N Anexo A 3ºandar
CEP 70.055-900 Tel.(061)3249-1040

Ref: Revista NOMAR Nº 831 – Julho de 2011 Recebida somente em Dezembro de 2011

ASSUNTO: DEVOLUÇÃO DA REVISTA NOMAR

Digníssimo Almirante,

Com todo respeito que V. Exa. é digno, permita-me devolver a Revista NOMAR Nº 831/julho 2011, recebida somente há poucos dias, distribuída pelo Centro de Comunicações da Marinha, do qual V. Exa. é o Diretor.

O motivo da devolução é pessoal. Considero que a foto da capa fere a minha dignidade de oficial superior da Marinha de Guerra. A foto mostra a confraternização do Comandante da Marinha com a presidenta Dilma Roussef e a Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário. A Confraternização do Comandante da Marinha é pessoal. É um cargo político, escolhido pela presidenta, e só fica no cargo quem estiver de acordo com o sistema.

Entretanto, a foto dessa confraternização na capa de uma revista da Marinha faz da Marinha cúmplice de todos os desmandos políticos e sociais que estão levando o Brasil a uma rebelião popular que já vem acontecendo. Chegará a hora em que as Forças Armadas serão acionadas para conter o povo e terão a mais infame tarefa que um militar pode ter: atirar contra seu próprio povo para defender instituições atoladas em corrupção.

Não se trata de serem Ex-Guerrilheiras, Comunistas nem se odeiam ou não os militares. Essa Guerra já terminou há muito tempo e só é lembrada para desviar a atenção dos problemas atuais e da incompetência para resolvê-los.

A Sra. Dilma Roussef é a Presidenta de um país que abriga os políticos mais corruptos do mundo. Os Ministros da Presidência e seus assessores são envolvidos em escândalos e a postura desta Sra. é de defendê-los até serem alijados graças à mídia e ao clamor popular.

A Sra. Maria do Rosário é a Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos. No seu discurso de posse já demonstrava falta de visão para a função. Enfatizou em apurar violações de direitos humanos pelo regime militar. Esqueceu-se da
memória histórica que exige um compromisso com a verdade. Esqueceu-se das violações praticadas por guerrilheiros e dos problemas diários atuais que vivemos. Ignorou os. setores que mais necessitam de sua assistência : a saúde, a segurança…; e a educação. Na Saúde vemos brasileiros sendo “assassinados”, dentro de hospitais reduzidos a sucatas, dormindo no chão, sem assistência médica hospitalar, ou, morrendo de desnutrição. Na Segurança Pública os Direitos Humanos só atuam para defender bandidos. Na educação as salas de aula estão reduzidas a sucata e os professores com
salários miseráveis. A qualidade da educação é péssima. O direito à vida e à educação são ignorados.

Até hoje, empenha-se em caçar ossos de 64 e não faz mais nada. Essa Secretaria deveria ser fechada por ser de inutilidade pública.

As Forças Armadas têm uma postura ética e disciplinar exemplar.

Cumprem a Constituição e as leis. Exatamente como os políticos gostam para continuarem a praticar seus desmandos, pois é a Constituição e as Leis que bandidos se utilizam para ficarem impunes.

As Forças Armadas na sequência de humilhações econômico-social têm funções reduzidas a de uma Força Auxiliar de baixo escalão – Combate a mosquitos dengosos, faxinas em favelas, e são substitutos da PM em dias de folga declarados por eles mesmo.

Acaba de acontecer: Em Rondônia, soldados do exército patrulhando as ruas, em substituição à PM em greve foram insultados pelos militares da PM.

Não dá para entender: Militar não pode fazer greve. Militar não insulta outro militar sem ser severamente punido. Militar das Forças Armadas que conheci não ficava na rua recebendo insultos. E, o texto não diz onde os soldados do exército colocaram os fuzis como recomendado pela PM.

Voltando à Presidenta e à Ministra: O Cabo Anselmo já bastante conhecido de todos nos dá mais um motivo significativo pelo qual temos de ficar alerta: O Cabo Anselmo, ex-guerrilheiro, foi entrevistado pela TV CULTURA, programa
RODA VIVA. Como ex-imediato do navio onde servíamos, perguntei: DG: “Não é uma acusação, apenas uma pergunta:

Meu nome estava em uma lista com nomes de oficiais que deveriam ser executados ou assassinados logo que iniciasse a revolução. O que sabe a respeito do assunto?”

Resposta: “Bom Comandante Giordano, eu não conheço essa lista, não tinha essa informação. Mas, inferindo naquilo que vivi no meio da esquerda, o senhor ira ser assassinado simplesmente porque era um oficial da Marinha. Era um inimigo do povo. Muito agradecido pela pergunta – meus respeitos”.

Em resumo: Seriamos assassinados. Este é o bando aos quais devemos bater continência e dizer sim senhora e ainda serem dignos de aparecerem na capa de uma revista da Marinha?

A guerra de 64 acabou, mas o Brasil tem um velho inimigo: O POLÍTICO CORRUPTO, que pratica toda a sorte de patifarias políticas neste país. E ficam impunes.

Se queremos democracia pergunte ao jurista IVES GANDRA MARTINS. A elegibilidade para cargos eletivos, Capitulo 4, Art. 14,Parag 3º da Constituição, é um insulto à inteligência humana.

Brasil, país maravilhoso, cercado de corruptos por todos os lados.

Nota 1: o vídeo abaixo mostra esse trecho da entrevista.
[iframe http://natocadacoruja.blog.br/videos/capitao.htm 448 380]
Nota 2: omitimos o endereço do Capitão Dario em respeito à sua privacidade, todavia, ele aparece na mensagem que circula por milhares de caixas postais de brasileiros atentos.

Comentários

Não há dúvidas de que, não fosse pelo dever à obediência das Forças Armadas ao seu Comandante Supremo, o Presidente da República, o Brasil já teria sido recuperado pelos militares e certamente os corruptos estariam onde merecem estar: na cadeia, ou fora do País. Mas, essa gente arruaceira que chegou ao poder com seu discurso populista – com uma insistência ímpar, diga-se de passagem – se vale da ignorância dos brasileiros (assim mantida por conveniência) para deitar e rolar com o maior descaramento, valendo-se de uma época já distante – quase meio século – como justificativa de retaliações, como a ordem para punir 150 oficiais da reserva por se manifestarem descontentes com as declarações de representantes do Governo atual (leia a postagem).

Contudo, nem todos os brasileiros sofreram lobotomia e, apesar da alienação dos mais jovens, a indignação dos que experimentaram a “dita dura” da década de sessenta começa a ganhar força, assim como suas revelações, por constatarem que ela não era tão ruim quanto é pintada por aqueles que se viram frustrados em seus intuitos terroristas.

Os militares são, por tradição e necessidade, disciplinados. Brasileiro não gosta de disciplina, por isso critica os militares. Nenhum jovem quer servir ao País voluntariamente, faz de tudo para se esquivar do Serviço Militar, a menos que tenha condição de fazer carreira. Mas, isso requer estudo, e brasileiro não gosta de estudar. Aliás, sejamos francos, de maneira geral, os brasileiros não gostam de nada que dê trabalho, estão sempre procurando levar vantagem no mole. Haja barranco para morrer encostado! Haja sombra para descansar em berço esplêndido! Brasileiro quer que o mundo acabe em gelatina para ele morrer na moleza.

A verdade é evidente: quem aplaude o que acontece na política brasileira está levando alguma vantagem pessoal com isso.

Bem prevê o Capitão Dario: “…os desmandos políticos e sociais que estão levando o Brasil a uma rebelião popular que já vem acontecendo” (…) “Chegará a hora em que as Forças Armadas serão acionadas para conter o povo e terão a mais infame tarefa que um militar pode ter: atirar contra seu próprio povo para defender instituições atoladas em corrupção”.

A História se repete. Daqui a cinquenta anos terroristas alegarão que os militares se rebelaram e intervieram na política no início do século XXI. Dificilmente alguém mencionará seus motivos, mas, eles existem.

Os movimentos já começaram. Tudo é uma questão de tempo.